Vitória e Botafogo – Análise tática.
Postado por pierre em 05.07.2010 17:29
Covardia, no dicionário Aurélio seria um vício que, convencionalmente, é visto como a corrupção da prudência, oposto a toda coragem ou bravura. É um comportamento que reflete falta de coragem; medo, timidez, poltronice; fraqueza de ânimo; pusilanimidade ou ainda ânimo traiçoeiro. Covarde. É assim podemos rotular a formação tática que Itamar Schule vinha entrando, e Francisco Diá que o sucedeu está piorando ainda mais.
Dá pra entender um time que precisa vencer a todo custo, entrar com uma formação no 3-6-1? Vamos entender melhor a situação precária em que os atletas do Botafogo entraram em campo que com muita garra e mais uma vez pelas defesas milagrosas de Genivaldo o time perdeu apenas por 1 a 0.
O time entrou com Genivaldo, Zé Wilker, Alisson, Ricardo Oliveira e Camilo; Célio, Zaquel , Val e Washington; Paulinho Macaíba e Chapinha. Tendo em vista que o Diá coloca o Chapinha como volante, constatasse que entramos com 3 zagueiros e 3 volantes. É o recorde dos recordes de covardia que eu já tenha visto em um único treinador.
Lá na frente apenas Washington pra tentar criar alguma coisa e Macaíba que é atacante de movimentação para se virar nos “trinta” como diria um famoso apresentador de TV. Ora, o desequilíbrio tático foi eminente, o time ficou totalmente defensivo e não tinha poder de fogo nos contra-ataques porque estava desorganizado em campo. Poderíamos ter jogado sem um dos zagueiros e termos colocado ao menos um centro-avante que seria o homem de referência no ataque (Capixaba).
O time ficou sem essa peça importante na área de defesa do adversário que serviria em vários aspectos. Primeiro defensivamente, marcando da forma mais inteligente que é na frente, segurando a subida da zaga do Vitória. Depois, ofensivamente servindo de referência para as infiltrações do ótimo Paulinho Macaíba que hora poderia subir pelos lados e hora poderia entrar diagonalmente caso houvesse esse homem para fazer a triangulação, além de dar a opção de cruzamentos para o cabeceio na grande área defensiva do Vitória.
No segundo tempo, Diá parece ter enxergado essa carência em campo só que a covardia se fez presente mais uma vez. Ele colocou esse tal homem em campo, o centro-avante Ronaldo Capixaba e tirou o meia de criação Whashington. O certo para quem tem coragem e um mínimo de inteligência seria ter corrigido a falha inicial e ter tirado um zagueiro, entretanto, ele não o fez. Se o treinador tivesse ao menos liberado o Chapinha para tentar fazer essa conexão o time ficaria mais equilibrado, e aí vem a surpresa. Tirou o ultimo respiro de uma possível ligação entre meio campo e ataque. Tratasse do próprio Chapinha que deu lugar para o Mauricio Pantera (centro-avante).
Vejam bem, quando tínhamos um meia (Whashington), não tínhamos uma dupla de ataque para que o time pudesse trabalhar melhor, quando perdemos os homens de meio, entraram então os dois centroavantes (Capixaba e Pantera). O que se viu então? Resposta, 3 atacantes desesperados pra receber a bola que vinha apenas por ligação direta dos volantes. Para piorar, ainda no decorrer dessa mesma partida o lateral direito Zé Wilker deu lugar para a entrada de mais um volante (Danilo), e matou uma possível investida pelo lado direito. As únicas raras oportunidades que tínhamos eram nos ótimos chutes de fora da área do lateral esquerdo Camilo, que convenhamos, muito pouco para um time que quer sair de uma situação calamitosa que piora a cada dia.
O mais triste é que o Vitória jogou um futebol medíocre e que se o Botafogo tivesse entrado de forma inteligente teria arrancado um ótimo resultado fora de casa o que daria uma sobrevida indispensável nesse momento. Fico aqui pensando, como será a próxima formação tática que iremos entrar. O Botafogo nessa copa do Nordeste está dando dor nas vistas e uma grande enxaqueca na cabeça do torcedor. Triste situação que só podemos acompanhar de camarote, pois, as ações ficam a critério dos que o comandam.
Melhores dias para o maior campeão da Paraíba.
Pierre Eloy tem 29 anos, é formado em Publicidade e Propaganda/Radialismo, e claro, é torcedor do mais querido da Paraíba. Pierre está fazendo uma coluna mensal, abordando temas variados sobre o Botafogo Futebol Clube, aqui no Belonet.











demitir o shullé foi um erro assim como foi demitir o argeu.
não temos outra opção a não ser torcer para que ele de ”LIGA” ao time o mais rapido possivel.
infelismente.
O treinador Itamar schulle foi nos ultimos anos o melhor treinador que o belo ja teve,fez coisa com esse time ruim, que o botafogo contratou…
vamos acordar diretoria do belo…
vamos acordar pra realidade é uma vergonha o belo num foi campeão paraibano e ainda num ganhou um jogo na copa do nordeste vamos tomas atitude treinador isso é uma vergonha.
Vejo aqui muitos comentários diariamente, aguns com fundamentação forte, outros com pura idiotíce, uns com argumentos deliberáveis outros com babaquices extremas, porém, a verdade é que o Botafogo precisa de alguem na frente que planeje, organize, dirija e controle, alguem que entenda, acima de tudo, de gestão empresarial para gerir uma empresa a beira da falência e do caos adminitrativo, feito isso, o clube terá estrutura de montar uma boa equipe, caso não faça isso, ano que vem teremos mais uma carreta de contratados que não irão corresponder, como tem sido nos últimos anos!!!! “Quando o peito é muito grande o bezerro custa a desmamar” Alcymar Monteiro… talvez o peito ainda esteja cheio de leite!!!