Botafogo e Sergipe – Análise Tática!
Postado por pierre em 09.07.2010 19:38
Caro leitor, nem o mais otimista botafoguense imaginava que o Botafogo vencesse o time do Sergipe por 4 a 0. Foi uma Vitória que reacendeu a chama da esperança no coração da torcida. O esquema tático utilizado pelo técnico Francisco Diá foi o mesmo da ultima partida, no entanto eu diria que nada vem por acaso e os detalhes decidiram essa partida.
Na partida contra o Vitória no ultimo domingo (03-07), utilizamos exatamente esse mesmo time e esse mesmo esquema (3-6-1), e mesmo com toda apatia do Vitória, não conseguimos vencê-los, então alguns podem dizer que o fato de termos jogado em casa foi o ponto chave, eu diria que foi importante, contudo já havíamos perdido duas partidas, uma contra o Fortaleza e outra contra o Santa Cruz de virada, o que prova que jogar fora ou dentro de casa nessa competição tem sido um fator irrelevante para o Botafogo. Teríamos então alguma explicação? Sim!
Começamos a partida de forma ansiosa, erramos alguns passes e aos poucos os jogadores foram se acalmando quando perceberam que o Sergipe era uma equipe que se deixava envolver. O meio campo do Botafogo neutralizava as jogadas adversárias com Val e Zaquel. Chapinha participou bastante das jogadas ofensivas, entretanto seguia errando muitos passes e não dava prosseguimentos em algumas jogadas. Whashington fez sua melhor partida até agora e procurou bastante o atacante Paulinho Macaíba que se movimentou muito e também criava situações importantes, mas faltava um companheiro centro-avante que pudesse aproveitar o espaço que ele e Whashington abriam na defesa adversária. Camilo foi um gigante pela esquerda mais uma vez e Danilo (volante) que foi testado pela primeira vez como titular na posição da lateral direita começou inseguro, porém, se soltou no decorrer da partida e conseguiu desenvolver um bom futebol.
“Quando as poucas oportunidades que apareciam eram perdidas pelo ataque debilitado e a torcida voltara a ter a sensação ruim de quem já tinha visto esse “filme de terror”, que vinha culminando com o famoso jargão “ quem não faz leva” , a solução então teria que vir de trás, com nosso grande volante “Val” que chegou como homem de surpresa e não titubeou, mandando um chute certeiro no finalzinho do primeiro tempo, trazendo um alivio imediato e também uma maior confiança para o que viria depois.
Notem que foi preciso alguém vir de trás e fazer o papel dos homens de ataque. Apesar da falha de não começar com uma dupla de ataque, o treinador Diá não cometeu o erro de tirar os meias para a entrada de atacantes como havia feito contra o Vitória. Ele tirou o Chapinha (meia) que vinha sendo criticado pela torcida presente e colocou o meia Tinho para manter certo padrão na meia ofensiva do time e depois de isto feito abasteceria o ataque. O Sergipe então fez mudanças e veio para cima do Botafogo tentando empatar e a zaga mesmo com 3 zagueiros seguia batendo cabeça e deixando o Sergipe penetrar na grande área defensiva do Botafogo com tabelinhas entre os nossos zagueiros, todavia, não havia jogadores qualificados ao ponto de concluir em gols e numa dessas investidas sem sucesso da equipe adversária o Belo encaixou um contra-ataque mortal , fazendo o segundo gol com o atacante Macaíba.
Washington cansou e deu lugar a Pantera aos 33 minutos. Diferentemente das mudanças que fizera contra o Vitória, onde na partida anterior, deixou um buraco entre o meio campo e o ataque, tínhamos dessa vez o Tinho para armar, assim como o Pantera que entrara no lugar do cansado Whashington, o que propiciou duas opções no ataque. Em uma jogada bem construída pelo ataque botafoguense e o juiz assinalou uma penalidade máxima ao nosso favor convertida por Macaíba. Val também saiu para a entrada de Ricardo Miranda que mesmo com pouquíssimo tempo mostrou toda a sua categoria e esperamos que o mesmo retome sua forma física para atuar ao lado do próprio Val.
Em mais um contra-ataque, o centro-avante Pantera definiu o placar no fim da partida selando a nossa Vitória por 4 a 0. Vimos então que a estratégia e “discernimento “nas mudanças fez com que o time pudesse continuar oferecendo perigo durante toda a partida ao Sergipe, não recuando após marcar o gol como fizemos contra o Santa Cruz na despedida de Schule. Apesar da eufórica goleada, no que tange o setor defensivo eu continuo achando desnecessária a presença de 3 zagueiros, pois vimos a facilidade com que 3 peças lá trás batem cabeça. A marcação tem que começar na frente para que as bolas cheguem mascadas e facilitadas para a zaga. Portanto, uma peça na frente tira a necessidade de mais uma lá trás.
Para a imensa torcida do Botafogo que poderá começar a voltar ao estádio, só resta esperar a próxima partida e torcer para que o time continue evoluindo e trazendo vitórias. Não temos que viajar para a cidade de Fortaleza pensando em empatar com o time B do Ceará. Temos que ir com pensamento grande de buscar pontos fora de casa, pois já deixamos de ganhar 8 pontos em nosso domínio e não há outra forma de amenizar isso sem ser tirando pontos na casa dos adversários. Contra o Vitória, time de série A, ficou provado que está competição é nivelada por baixo e não devemos confundir respeito com ter medo. Pra cima deles Botafogo!
Dias melhores para o gigante do futebol Paraibano!
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Pierre Eloy tem 29 anos, é formado em Publicidade e Propaganda/Radialismo, e claro, é torcedor do mais querido da Paraíba. Pierre está fazendo uma coluna semanal, abordando temas variados sobre o Botafogo Futebol Clube, aqui no Belonet.










